Funções da linguagem: como aplicar em seu conteúdo

funções da linguagem

Funções da Linguagem? O que isso tem a ver com conteúdo? E com marketing? Preciso disso para escrever melhor?

Embora esse não seja um assunto comum a ser tratado em livros de marketing, para saber mais sobre o tema, indico a consulta de sites e livros de português. Contudo, decidi tratar do assunto aqui porque as funções da linguagem nos ajudam a conduzir melhor a abordagem de um conteúdo.

As funções da linguagem estão aí para nos explicar as minúcias de cada tipo de discurso, e conhecê-las, aprimora a nossa comunicação, bem como o nosso entendimento da finalidade de um texto para a web.

Dependendo da ênfase que você queira dar ao conteúdo, a linguagem pode assumir diferentes funções. Irei apresentar as seis funções da linguagem existentes, explorando o conceito de cada uma e dando exemplos para seu total esclarecimento. Essas funções, na forma como conhecemos, foram bem caracterizadas na década de 1960, pelo famoso linguista russo Roman Jakobson, no célebre ensaio Linguística e Poética. Entenda tudo agora!

1 – Função Expressiva (ou emotiva)

Esta ocorre quando a pessoa que expressa é posta em destaque. Por exemplo: “ESTIVE PENSANDO EM COMO POSSO MELHORAR MINHA ESCRITA PARA A WEB. TENHO PROCURADO ESCREVER ARTIGOS MELHORES PARA GARANTIR MAIS RESULTADOS EM CONVERSÃO”.

Repare que a mensagem está centrada na visão da pessoa que está falando. Esses textos são pessoais, reforçados pela presença de verbos e pronomes em primeira pessoa. Os textos que colocam em destaque o estado da alma de quem escreve, exemplificam a função expressiva -ou emotiva.

Um exemplo dessa linguagem do meu blog se encontra no já citado artigo: “LEAD LOVERS: ATRAIR, AUTOMATIZAR E AMAR”. Nele, conto como conheci a ferramenta de automação e como eu melhorei meu trabalho ao usá-la. Confira um trecho:

            Quando iniciei no marketing digital, uma das maiores dificuldades que tive foi a de configurar uma automação e colocar em prática o e-mail marketing. Sabia exatamente como funcionava a integração e a função do autoresponder, mas apanhei bastante para aprender a executar isso. Lia muito sobre empresas americanas, como Aweber e MailChimp, mas como não dominava bem o inglês, achava difícil entender como contratar e aplicar esses serviços em minha estratégia digital.

2 – Função Apelativa

Na função apelativa, diferente da anterior, o leitor é posto em destaque. Exemplos:

  • “NÃO DEIXE DE ASSINAR A NOSSA LISTA VIP”;
  • “TORNE-SE ASSINANTE E RECEBA COMO BÔNUS UMA AULA GRÁTIS COMPLETA”;
  • “PARE DE SOFRER COM A FALTA DE TRÁFEGO”;
  • “TORNE-SE UM MESTRE DA OTIMIZAÇÃO”.

Repare como as frases foram escritas com a função de convencer o leitor mediante estímulos. Esses estímulos podem ser aplicados por apelo direto ou apelo indireto. Aqui, o uso da palavra ‘você’ é essencial. Os textos de copywriting são o melhor exemplo de função apelativa na escrita.

3 – Função Referencial

Este é o terceiro tipo de linguagem que é bastante usado em textos jornalísticos. Nele, o objeto ao qual se refere é posto em destaque. O seu objetivo é informar o leitor com o máximo de detalhes e clareza. A ênfase é dada nas informações transmitidas pela mensagem:

“No Método Acelerador Digital, Pedro Quintanilha e sua equipe ensinam como criar um negócio digital. A proposta é levar o aluno da ideia à execução em 4 passos: Mentalidade, Planejamento, Validação e Vendas. O conteúdo do programa abrange alinhar trabalho e paixão, desenvolver um negócio digital e como fazer a diferença no mundo”.

Repare que em todo o trecho o Método foi posto em destaque.

4 – Função Metalinguística

Na função metalinguística, o próprio código ocupa o lugar de destaque no texto. Esta função, por exemplo, está presente dos dicionários onde a língua é usada para explicar a própria língua.

“A METALINGUAGEM NÃO TEM O OBJETIVO DE SIGNIFICAR POR SI, MAS SIM TEM O OBJETIVO DE DIZER O QUE O OUTRO SIGNIFICA”.

Outro exemplo mais amplo é o que faço no meu blog. Eu utilizo o próprio conteúdo para explicar como se produz conteúdo. Para que fique bem consolidado, esta função pode ser usada num poema que reflete sobre a criação poética, num filme que tematiza o cinema etc.

5 – Função Fática

Temos a função fática em textos em que o canal é posto em destaque. Quando não existe a intenção de transmitir algo novo, como um aceno de mão, com a cabeça, com os olhos.

Alguns exemplos típicos nos trazem a compreensão: “ALÔ” ou “PRONTO”, quando atendemos o telefone; “OI”, “BOM DIA”, “BOA TARDE”, as primeiras palavras do dia ou de um diálogo específico.

6 – Função Poética

A última função da linguagem acontece quando a própria mensagem foi posta em destaque. O texto que se preocupa mais em como dizer do que com o que dizer. O redator que procura fugir das formas habituais de escrita para web, buscando deixar o conteúdo mais bonito, fugir da lógica, surpreender ou provocar um efeito humorístico, está praticando a função poética.

Embora seja entendida como um elemento exclusivo da obra literária, a função poética pode ser aplicada até mesmo em expressões cotidianas de valor metafórico, bem como em textos de marketing e publicidade.

É importante destacar que as funções da linguagem estão centradas nos elementos da comunicação: emissor, receptor, código, canal de comunicação e contexto. Cada uma dessas funções assume um objetivo específico na comunicação. Entender o funcionamento da linguagem pode melhorar em muito suas habilidades como produtor de conteúdo.

Tudo o que você precisa saber para gerar mais tráfego, mais leads e mais vendas usando o poder da persuasão e copywriting!

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo é autor de livros sobre marketing e criação de riquezas e copywriter de resposta direta. Escreveu 2 livros best-sellers sobre escrita persuasiva, um deles, considerado o livro mais completo sobre copy do mercado brasileiro. Carioca, casado, pai do Peter Gabriel, gosta de rock, churrasco e literatura.
Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo é autor de livros sobre marketing e criação de riquezas e copywriter de resposta direta. Escreveu 2 livros best-sellers sobre escrita persuasiva, um deles, considerado o livro mais completo sobre copy do mercado brasileiro. Carioca, casado, pai do Peter Gabriel, gosta de rock, churrasco e literatura.

Este post tem 2 comentários

  1. Opa Paulo, super show de bola seu post.
    Acredito que a maioria dos redadores seguem essas regras meio que intuitivamente, esse post deixou claro como funciona e da o devido sentido ao que se quer mostrar no conteúdo de forma muito objetiva.
    Obrigado por compartilhar.
    Sucesso

    1. Fala Joelson! Fico feliz que tenha gostado. Eu também praticava intuitivamente antes de estudar sobre. É bastante esclarecedor mesmo quando você entende como funciona. Agradeço sua leitura e te desejo sucesso também!

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