Bettina e Empiricus: o trigo entre o joio

Bettina e Empiricus: o trigo entre o joio

Não dá para ter noção do que realmente é esse caso recente da Empiricus envolvendo a celebridade instantânea Bettina enquanto a poeira não baixar.

Acho que, apesar de tantas informações, o que se fala agora sobre o caso (num sentindo amplo) pode acabar em mera especulação.

Como sou aquele tipo de profissional de marketing com mais facilidade de analisar o passado, atrevo-me a falar apenas duas coisas:

1). Há pontos negativos e positivos a serem analisados, mas é notório como eles estão decididos a transformar tudo em positivo. Veja a mídia espontânea gerada após o caso da Bettina. Viral em redes sociais, entrevista no SBT, Jovem Pan e outros canais.

2). O que a Empiricus está fazendo aqui há anos nada mais é do que boa parte das grandes empresas americanas faz. É marketing agressivo, exagerado. Lá, na terra do capitalismo, na escola de Trumps e Buffets, é normal, as pessoas estão mais que calejadas. Aqui, onde a maioria das pessoas é mal resolvida com questões financeiras, soa ofensivo mesmo.

Não vou me ater ao modelo de entrega e à essência da Empiricus, elementos sobre os quais tenho minha visão formada (e não é positiva). Quanto a isso, o Rafael Rez escreveu um post sem tirar nem pôr, que aconselho que leiam.

Marlo Rivera acabou de me enviar um vídeo chamado “Resposta aos nossos Críticos”, onde o Felipe Miranda dá explicações sobre a estratégia deles.

Meu resumo é sobre o trigo em todo esse joio: eles sabem usar todo o poder da estratégia, do marketing e da persuasão. E sobre isso, estou aprendendo bastante enquanto observo.

O conteúdo pode ser interpretado da seguinte forma: “Sabe por que as pessoas falam que o Marketing da Empíricus é exagerado? Porque é exagerado mesmo! Não são uma, nem duas, nem três pessoas que estão falando, sou eu o CEO da empresa.” Esse é um tiro certeiro no alvo.

Diante de tudo isso, estou certo que a Empiricus será como o caso do Senhor Rocha, “Quicá 6 em 7”, o garoto propaganda da Fórmula de Lançamento aqui do Brasil: quanto mais um grupo bate e critica, mais aumentam sua audiência, o púbico fiel e os resultados.

Para resumir, se até do marketing do PT com João Santana eu tirei lições valiosas, imagine de uma empresa privada focada em investimentos que tem o copywriting como pilar de suas estratégias.

Existe um princípio bíblico que eu levo ao pé da letra para tudo na vida: “… ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.”

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo é autor de livros sobre marketing e criação de riquezas e copywriter de resposta direta. Escreveu 2 livros best-sellers sobre escrita persuasiva, um deles, considerado o livro mais completo sobre copy do mercado brasileiro. Carioca, casado, pai do Peter Gabriel, gosta de rock, churrasco e literatura.

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