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Sobre competição, copywriting e Chaves

Os homens primitivos eram caçadores e lutadores ferrenhos. A lei dessa idade é a da sobrevivência física do mais apto. A competição capitalista se assemelha a esse modelo, com uma luta constante para provar quem é o mais forte.

Conquanto eu seja cético, defendo que seria bom se vivêssemos num sistema econômico onde as pessoas vissem umas às outras como irmãos em empenho conjunto, e não como competidores que lutam para defender a fatia maior do bolo.

Sei, porém, que é impossível fugir da competição de mercado, já que o sistema é todo preparado para isso. Por isso eu, consciente, procuro olhar a competição de forma mais estratégica.

Lembro da história de um senhor aposentado que não aguentava mais ser assaltado e criou um dispositivo engenhoso para pegar o ladrão. O assaltante tomou a pior ao tentar entrar em seu território mais uma vez.

Isso indica que, num cenário de concorrência pela força, se for possível usar a razão e a lógica, o mais inteligente, e não o mais forte, vence.

Ontem um leitor me trouxe uma questão a respeito de quem seria a principal referência em copywriting do Brasil. Ele citou uma figura que tem mais vantagem financeira, uma grande marca corporativa por trás e consegue tornar sua marca pessoal mais forte e se coloca como o maior do Brasil.

Hoje conversando com um amigo, também colega de profissão, citamos outra figura que, notoriamente é extremamente competitivo e se mostra o tempo todo preocupado com o tamanho do falo mercadológico.

Em ambas conversas, disse que minha preocupação é única e exclusivamente com a competição comigo mesmo. Viver um combate de força e de luta de egos é desgastante e nem um pouco saudável.

Só eu sei o quanto é penoso manter a sanidade e tentar não sucumbir por emoções tóxicas por causa de mercado e dinheiro. Desse mal eu não pretendo sofrer mais.

A minha estratégia de negócios é baseada na busca do posicionamento único. Por essa lógica, eu não preciso ser o maior, apenas o melhor numa categoria. Assim, não há porque viver como um homem primitivo brigando o tempo todo pela caça.

No mercado de copywriting, eu só quero ser o senhor aposentado que criou o dispositivo único.

PS.: No Seriado Chaves, Quico está o tempo todo tentando ser melhor que o Chaves nas brincadeiras. Por ter vantagem competitiva, sempre arranja os melhores brinquedos. Chaves, porém, tem um benefício único: consegue se divertir com o que tem em mãos.

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