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Ser empreendedor: o desabafo de alguém que conseguiu

Ninguém baterá tão forte quanto a vida. Porém, não se trata de quão forte pode bater, se trata de quão forte pode ser atingido e continuar seguindo em frente. É assim que a vitória é conquistada. – Rocky Balboa

Completo 3 anos trabalhando apenas com internet, depois de ter tido uns 10 empregos e viver infeliz e insatisfeito em todos eles. Mas não, não ache que a culpa era dos outros. Era minha. Eu não tinha a mentalidade certa.

Por mais que eu me dedicasse, por mais que me empenhasse, que chegasse mais cedo que todo mundo, não rolava. Vivia me desentendendo com os meus chefes.  Fiquei um bom tempo achando que era egoísmo de minha parte, e que se eu não mudasse, estaria fadado a ser um “servo rebelde” por toda a vida. A verdade é que eu não conseguia ser empregado e não percebia.

Mas então eu descobri uma porta. Lendo, ouvi alguém dizer que eu poderia ter meu próprio negócio, que poderia ser empreendedor. Acreditei naquilo.  Comecei a tentar empreender. Fui em busca da chave. O tempo foi passando e cheguei ao decisivo momento de escolher: continuar vivendo para os sonhos dos outros, ou definitivamente viver para o meu?

Escolhi o segundo e abri mão de tudo…

Deixei para trás o pequeno status que meu último emprego no meio físico me proporcionava. Abri mão da chance de ser famosinho na cidade onde eu moro. Não quis mais esperar a próxima oportunidade de garantir mais comissões como vendedor. Larguei tudo para viver o meu sonho: ser empreendedor.

Detalhe: fiz isso para começar ganhando menos do que eu ganhava. 500 reais foi o meu primeiro salário trabalhando com marketing digital. Um terço do mínimo que eu conseguia tirar antes. Pesou, mas eu estava certo de que conseguiria avançar.

Ouvi de muita gente que não daria certo. Encarei o ceticismo e pessimismo de pessoas que eu gostava e admirava. Chorei sozinho no meu quarto. Tive dúvidas. Tive medo. Receio de decepcionar minha família. Mas segui adiante. Encarei os riscos.

O primeiro ano foi difícil. Tinha que trabalhar muitas horas por dia. Passei a escrever mais do que nunca. Fazia de 7 a 10 artigos por dia para tirar alguma coisa no fim do mês. Mas, ufa, consegui pagar as contas.

Fui vivendo assim, crendo no crescimento e que chegaria a um lugar melhor. No segundo ano, voltei a trabalhar na empresa de alguém, mas foi o melhor emprego que eu tive na vida. Lá eu pude aprender a empreender de verdade, a construir uma mente voltada para o êxito, a dar valor ao que sempre cri, a não abrir mão dos meus valores.

Continuei com meu negócio nas horas vagas, subi de nível, respirei.

Agora, depois de três anos, estou aqui, de volta, vivendo somente do que sei fazer: escrever. Tenho um negócio consolidado. Atendo gente do Brasil inteiro direto do meu quarto. Já conheci alguns estados, além do Rio. Fiz minha primeira viagem internacional.

Posso dizer que consegui, ou melhor, que estou conseguindo. O tempo não para.

Tudo isso sem teologia da prosperidade, sem papo de guru, sem esquemas de pirâmide, sem mamatas estatais. Só com a ajuda da fé, do conhecimento aplicado, com trabalho duro e com o apoio dos amigos que Deus me deu.

Encaro tudo o que passei de cabeça erguida.  Aprendi desde cedo a trabalhar sem reclamar, a caminhar sem parar. Não vou parar.

Hoje, olhando para quem me disse que não ia conseguir, só posso sentir muito. Estão no mesmo lugar, estagnados, esperando um novo trem da oportunidade passar. Como não tenho o senso de vingança aguçado, só posso lhes desejar o bem. Desejo de coração que eles encontrem o caminho para a felicidade.

E se você leu esse texto até aqui, ouça: nunca deixe alguém dizer que você não pode. Tape os ouvidos para a voz de quem te joga para trás. E seja grato a quem te estendeu a mão.

Ser empreendedor é possível.

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