Webwriter – O lado escuro e mais lucrativo da profissão

webwriter

Alguém precisa estar nos bastidores, longe dos holofotes, fazendo acontecer.

Antes de tornar-me webwriter, minhas maiores experiências com a escrita foram através de livros independentes que lancei, e com inúmeros artigos que escrevi como colaborador de revistas e jornais.

Nesses trabalhos, digamos, poucos expressivos, o que mais proporcionou felicidade foi a oportunidade de fazer as pessoas associarem meu nome à mensagem dos meus escritos.

Dessa forma, meu trabalho como autor ganhou visibilidade e minha carreira cresceu consideravelmente.

No entanto, quando migrei para a web, percebi que trabalhar com webwriting é embarcar em uma jornada anônima, onde quem ganha o status pelo texto escrito é a empresa ou o empreendedor que contrata os serviços de redação. 

Faz parte do processo. E tudo bem por isso!

Entendo então que preciso “abrir mão do ego” para fazer com que meu trabalho como redator seja reconhecido. Durante um tempo, aproveitei isso para elevar ainda mais meu ofício e agregar valor à oferta dos meus serviços.

Isso aconteceu principalmente quando identifiquei uma lacuna no mercado de conteúdo e percebi que muitas empresas e empreendedores tinham dificuldade com a escrita. Isso mostrou que o “lado escuro” de ser webwriter é o mais lucrativo.

O que quero, no entanto, dizer com “lado escuro”? E por que é mais lucrativo?

“Todo webwriter precisa ser fantasma”

Você deve saber o que é um Ghost Writer, o profissional que escreve uma obra ou texto, mas que não recebe os créditos de autoria. Todo reconhecimento fica com quem o contrata ou compra o trabalho. 

A profissão é popular na área editorial, na política, na literatura e em outras formas de arte. Com a explosão do marketing de conteúdo, e com a grande profusão de blogs, esse tipo de trabalho passou a ser praticado também no setor digital.

O termo “lado escuro” foi usado por Ann Handley e C.C Chapman no livro “Regras de Conteúdo”. Nele, os autores reservaram um tópico para falar dos profissionais de escrita que podem torcer o nariz para o fato de não receberem os créditos do que escrevem. 

Numa primeira impressão, isso parece ter que “se vender”, abrir mão da personalidade, marginalizar o talento, arruinar a carreira, etc. Mas, com um pouco de bom senso e observação, percebemos que isso é, na verdade, uma forma  relevante de trabalhar com conteúdo.

Pense em quantas empresas estão desejando se destacar no mercado, mas que não podem contratar efetivamente alguém que escreve? Terceirizar isso com alguém é a melhor opção que elas podem encontrar.

Quantos profissionais liberais desejam levar suas mensagens e viver de suas vocações, mas não conseguem se comunicar com os clientes em potencial? Se lhes falta habilidade com a escrita, você vende sua habilidade para eles. Simples assim.

O mercado digital está cheio de empreendedores que não conseguem formar ao menos um parágrafo. São uma espécie de “Seu Creisson” do marketing. Eles precisam de bons redatores para conseguirem vender seus serviços. Ficou claro para você?

Vocês ganharão mais dinheiro no lado escuro. Só estou dizendo. – Regras de Conteúdo          

Como eu fiz minha carreira de webwriter decolar 

No começo, a produção para agências de conteúdo formavam o carro-chefe do meu negócio de redação. Mas, quando entendi que eu poderia usar o “anonimato” para ganhar mais dinheiro como webwriter, identifiquei um nicho poderoso: o empreendedorismo digital. Comecei a produzir conteúdo no meu blog para atrair o público do meu mercado.

Com o tempo, os empreendedores, principalmente infoprodutores e afiliados, começaram a me procurar. Com os primeiros serviços garantidos, passei a pedir aos clientes que me indicassem para outros. Então, mais e mais contratos foram fechados.

Abrindo aqui: comecei nos “pequenos” do mercado até que cheguei aos “grandes”. Alguns especialistas com popularidade entraram para meu grupo de clientes e então pude valorizar ainda mais o preço da minha redação e me dar o luxo de escolher os trabalhos que queria pegar. 

Além do mais, consegui escalar minha produção, terceirizando trabalhos com outros redatores. Eu fechava os serviços, pagava os redatores para produzirem as tarefas e cuidava de revisar e entregar ao cliente final.

Possivelmente você já tenha lido algum conteúdo escrito por mim em algum blog famoso de marketing digital. Eles foram produzidos no “lado escuro” e eu não fico nenhum pouco triste por isso.

Pelo contrário, fico muito satisfeito deles estarem sendo lidos por centenas de pessoas ao longo do tempo, e do meu cliente estar atraindo mais pessoas para o seu negócio. 

O que quero que você entenda

O setor de produção de conteúdo é bastante abrangente, e para se destacar nele, você, webwriter precisa ter a mente aberta para ser requisitado. Não há problema algum em atuar anonimamente, e na verdade, essa é até uma forma bastante inteligente de trabalhar como redator.

Claro que se você quiser trabalhar sua marca, assinar textos publicados na web e ser reconhecido por sua escrita, existem algumas possibilidades. Um blog próprio e uma boa estratégia de guest posting, por exemplo, são excelentes caminhos para se conseguir isso.  

Você também pode passear pelos “dois mundos” e assegurar bons resultados com ou sem sua assinatura. O importante é que você esteja satisfeito com sua profissão e consiga viver bem de conteúdo! Se isso te interessa, sugiro fortemente que leia o livro…

Redator Freelancer – Dos Primeiros Clientes ao Sucesso no Mercado

Tudo o que você precisa saber para gerar mais tráfego, mais leads e mais vendas usando o poder da persuasão e copywriting!

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Analista de marketing, escritor best-seller, copywriter de resposta direta; criador do primeiro clube de copywriting do Brasil; autor do que é considerado o livro de copy mais completo em português; carioca, casado, pai do Peter e do Benício; gosta de rock, churrasco e literatura.
Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Analista de marketing, escritor best-seller, copywriter de resposta direta; criador do primeiro clube de copywriting do Brasil; autor do que é considerado o livro de copy mais completo em português; carioca, casado, pai do Peter e do Benício; gosta de rock, churrasco e literatura.

Este post tem 7 comentários

  1. Poxa Paulo, você me acendeu uma luz. Estou há um certo tempo em busca da coragem para parar de procrastinar e fazer o meu blog, produzir conteúdos e rentabilizar com eles, mas eu me travo. Gostei muito do seu artigo vou me inscrever no seu grupo no face.

    1. Olá, Fabiana! Fico muito feliz de ler isso. Esses feedbacks me inspiram cada vez mais. Te desejo muito sucesso e vai ser um prazer ter você no nosso grupo. Grande abraço!

  2. Bom dia Paulo, estou tentando iniciar meu caminho como redator, porém ainda não consegui devido à não saber por onde e como começar e, lendo seu artigo, me despertou algumas ideias. Gostaria de saber como posso ter mais informações para iniciar de vez nesse mundo.
    Abraço.

    1. Opa, Marcelo. Tudo bem? Me perdoe pela demora na resposta. Só vi agora. Então, a primeira coisa é se informar. Aqui no blog eu tenho bastante posts sobre o tema. Pode acessá-los sempre que quiser.

      Também tenho um livro onde falo sobre algumas estratégias iniciais para conseguir clientes como redator. É esse: https://paulomaccedo.com/wp-content/uploads/2016/01/REdator-Free-1-212×300.jpg

      Ele custa apenas 7 reais e pode servir como um guia inicial para te ajudar. No demais, qualquer dúvida que você tenha, pode me enviar que eu respondo assim que puder. Grande abraço e boa sorte!

  3. Olá, preciso de profissional que insira artigo nos critérios do wikipedia. vc faz esse tipo de trabalho ou poderia me indicar alguem ou alguma empresa?

  4. Olá, Paulo, vou vasculhar tudo que você indicou. Preciso me ressignificar como professora de LP., minha área de atuação como profa tá cruel. Como migrar para webwriter. Tenho procurado pessoas que possam me ajudar, indicando cursos, agradeço.

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