7 grandes lições de marketing que aprendi com Philip Kotler

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Philip Kotler é considerado o pai do marketing moderno, ou como alguns gostam de chamar, o Papa do Marketing. Uma lista do ‘Financial Time’ coloca seu nome em quarto lugar nas lista de pessoas importantes do setor. Na frente estão outros três “monstros”: Jack Welch, Bill Gates e Peter Drucker. Suas obras literárias revolucionaram a indústria e seus ensinamentos continuam a conquistar adeptos todos os dias. Nesse post trago 7 grandes lições de marketing que aprendi com ele. Confira!

#1.    Não encare o marketing como um simples setor

Kotler tem um conceito interessante em relação ao marketing. Ele sugere que o setor precisa ter uma relação de interdependência com os outros departamentos: “Ele não pode ser visto apenas como um setor. Na verdade, o setor de marketing deve funcionar como uma força de papel decisivo para o sucesso de um negócio”.

Trazendo para o digital, as organizações acabam tendo uma vantagem em relação a isso: é praticamente impossível não praticar o marketing. Se a empresa quiser mesmo vender terá que usar de estratégias inteligentes. Não dá para “abrir a loja e esperar clientes” como no varejo, falando de forma genérica.

#2.    Otimize o funil de vendas

Segundo ele, o processo de venda pode ser dividido em seis etapas: prospecção, clientes, entendimento das necessidades, desenvolvimento de soluções, criação de propostas, negociação de contratos e fechamento. Os três primeiros pontos devem ser executados por um profissional de marketing (quando há um disponível).

Já as três últimas devem ser cuidadas pelo departamento de vendas. “Com esse funil, cada passo é tomado por quem sabe o que está fazendo”, expressa. Além do mais, a tática serve para indicar a principal diferença entre as duas áreas: “O marketing é responsável pela criatividade e pelas estratégias apropriadas para chegar ao cliente, enquanto a execução fica com o pessoal do setor de vendas.”

#3.  Valorize a procrastinação

Em relação às atribuições de um profissional de marketing, ele deixa claro que o planejamento estratégico é essencial, mas jamais deve servir para desvalorizar o processo criativo. “O profissional necessita de tempo para pensar e obter as melhores ideias”.

Entendo isso como valorizar o ócio e encontrar a criatividade nos períodos de procrastinação. Não é preciso tornar o processo frio e inflexível elevando o planejamento ao ponto de querer descartar a área de criação. Criatividade sempre será um fator decisivo em qualquer ação de marketing.

#4. Represente o consumidor

Para Philip Kotler o profissional de marketing deve aprender a servir os clientes. “Uma decisão que não contempla a satisfação do consumidor tem tudo para ser um fracasso”. Isso pode ser aplicado em qualquer tamanho de negócio, dentro e fora da internet.

Valorizar os clientes é uma verdadeira e honesta estratégia de marketing. Por isso se dê ao trabalho de procurar saber se o consumidor está realmente satisfeito com o serviço ou produto, e o que precisa ser melhorado. Pense nisso.

#5. Aprenda a contar histórias

Para mostrar a trajetória da sua empresa de forma considerável, Kotler recomenda que o profissional de marketing tenha um pouco de jornalista. Ele entende que a galera da imprensa se atém aos detalhes, sabendo selecionar bem o que é de fato importante na construção de uma notícia. Além de se expressarem com mais eficiência.

Essas são características essenciais para quem trabalha com o marketing. Portanto, aprenda a construir boas histórias ou chame alguém para fazer isso para você. O storytelling e a produção de conteúdo são duas ferramentas essenciais para colocar isso em prática no ambiente digital.

#6. Construa sua marca com bons alicerces

“Organizações vendem o que consumidores precisam. Entretanto, existem empresas que vendem por um preço alto o que pode ser encontrado em qualquer lugar e acabam se dando bem!” Este outro pensamento de Philip Kotler.

Para compreender o pensamento, há o exemplo da Starbucks, que obtém sucesso vendendo um tipo de café caro, mesmo no Brasil, um dos países com maior produção mundial do grão. Isso só é possível com uma boa construção de marca. Repare que os clientes da Starbucks acabam se tornando fã e até encaram a empresa como uma “segunda casa”.

#7. Tenha consciência social

Philip Kotler também ressalta a importância da consciência ambiental, destacando que a ética e o respeito pela lei devem ser considerados na construção de uma marca forte. No livro Marketing 3.0, ao lado de Kartajaya e Setiawan, ele apresenta exemplos de como uma empresa pode atuar com relevância no sentido social.

Nesse contexto, a seguinte frase se encaixa bem: “Proporcionar significado é a futura proposição de valor do marketing”. Fazer marketing na era atual vai além de lançar bons produtos e atender bem, mas de se basear em valores para formar um negócio considerável.

E isso é mais do que apenas teorizar o sentido principal da organização, mas de colocar em prática o que se prega. A consciência social deve estar viva e perceptível aos olhos do consumidor, da concorrência e demais elementos do mercado.

Enfim, essas são as 7 grandes lições que aprendi com Philip Kotler. Não deixe de conhecer melhor o trabalho dele, principalmente através dos livros: Marketing 3.0 e Administração de Marketing.  🙂 

Tudo o que você precisa saber para gerar mais tráfego, mais leads e mais vendas usando o poder da persuasão e copywriting!

Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Analista de marketing, copywriter de resposta direta e escritor best-seller. É autor do que é considerado o livro sobre copywriting mais completo em língua portuguesa. Carioca, casado com a Patricia, pai do Peter e do Benício. Nas horas vagas, é ouvinte de boa música, fazedor de churrasco, mergulhador em literatura clássica e entusiasta de motocicletas.
Paulo Maccedo

Paulo Maccedo

Analista de marketing, copywriter de resposta direta e escritor best-seller. É autor do que é considerado o livro sobre copywriting mais completo em língua portuguesa. Carioca, casado com a Patricia, pai do Peter e do Benício. Nas horas vagas, é ouvinte de boa música, fazedor de churrasco, mergulhador em literatura clássica e entusiasta de motocicletas.

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