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Tudo o que você precisa saber agora sobre marketing

marketing

Caro leitor(a),

Há muito tempo se fala que “a propaganda é a alma do negócio”.

Você já deve ter escutado muito essa máxima por aí…

Mas você concorda com isso?

Bem… a afirmação realmente tem fundamento.

Sem divulgação apropriada, o melhor negócio do mundo não teria clientes, não teria vendas, não teria lucros, não teria nenhum resultado.

Afinal de contas, “quem não é visto não é lembrado”.

Mas isso não é suficiente. Não hoje.

E se você chegou até aqui, provavelmente já ouviu falar em marketing ou suas variações, como marketing digital ou marketing de conteúdo, e agora quer saber mais.

Por isso eu te parabenizo! Pois a atitude de se aprofundar no assunto demonstra que você leva a sério o seu negócio e quer ir muito além, quer alcançar resultados expressivos… que demonstra que você pensa grande!

Nesse artigo, há um conteúdo aprofundado de tudo que você precisa saber sobre esse assunto tão fundamental no mundo dos negócios.

Então vamos conversar mais sobre marketing?

Mantenha a sua atenção nos próximos parágrafos dessa página, e saia daqui sabendo o que é o mais essencial!

O conceito geral sobre marketing

Ok, aqui vai uma definição romântica: marketing é uma arte (meu professor da faculdade me mataria se lesse isso).

A arte de atrair pessoas… atrair atenção para uma marca, uma empresa, um produto, um serviço, um assunto, um conteúdo, dependendo dos objetivos da empresa para com os possíveis clientes.

E por ser uma arte, não é qualquer um que sabe fazer da forma mais adequada e também não pode ser reduzida ao conceito de propaganda (uma área que apoia o marketing na comunicação / divulgação para os clientes).

Trata-se, portanto, de um agrupamento de ações para tornar o seu objetivo mais visível para o público, despertando interesse.

A partir do interesse, estabelece-se um caminho que leva o público interessado a tomar uma decisão, nem que seja a de comentar sobre o que viu com outra pessoa, em um primeiro momento, até chegar ao objetivo principal de todos os negócios: vendas e resultados.

Quanto mais um produto, serviço, empresa ou marca estão presentes na cabeça das pessoas, maior a possibilidade de compra, aumento da autoridade e posicionamento de mercado da marca ou negócio em questão.

E fazer marketing eficientemente pode promover resultados extraordinários, pois traduz a visão “ganha-ganha” em um relacionamento cliente e empresa.

Mas qual é a definição de Marketing, exatamente?

Segundo o grande e renomado guru de negócios e consultor de marketing, Philip Kotler, Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo, com lucro.

Marketing identifica necessidades e desejos não realizados, definindo, medindo e qualificando o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro.

O Marketing compreende um grupo de estratégias, métodos e ações com objetivo de demonstrar o valor agregado de marcas ou produtos, trazendo à tona a importância das mesmas para um determinado público-alvo: clientes ou consumidores.

A palavra marketing é derivada do latim “mercare”, que referia-se ao ato de vender na Roma Antiga.

Em inglês, market significa “mercado”, e Marketing pode ser traduzido como mercadologia, um estudo de como ocorrem os movimentos do mercado e como as empresas podem entregar cada vez mais valor para esse mercado.

Vamos voltar no tempo para entender o marketing…

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O trabalho sempre fez parte do cotidiano humano.

O trabalho gera sensação de satisfação, utilidade e participação de uma sociedade. O fruto do trabalho são produtos e serviços com valor agregado.

No começo das relações sociais, os seres humanos criavam produtos ou serviços a partir de suas habilidades, talentos ou conhecimentos, organizando com a divisão de tarefas conforme grupos de trabalho.

Os frutos gerados com os diferentes trabalhos eram trocados, na relação comercial que hoje conhecemos como escambo.

Somente 5.000 anos A.C. os metais passaram a ser vistos como valiosos, podendo ser trocados pelos produtos ou serviços desejados. Era o princípio da venda e, consequentemente, o princípio do marketing ou da estratégia de como vender mais para as pessoas certas.

Porém, nada de concreto sobre marketing propriamente dito havia surgido até então.

Portanto, aqui vamos dar um salto na história..

Na época da Revolução Industrial, por volta de 1750, a produção em larga escala, aliada ao surgimento de grandes inovações, fez com que surgisse um grande aumento de oferta de produtos e serviços.

Com isso, muitos artesãos passaram a se preocupar em vender cada vez mais, iniciando a venda desesperada, ludibriando clientes com propostas de soluções inviáveis ou produtos caros e sem grande utilidade.

No final da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1945, quando grandes potências mundiais estavam se reerguendo, a concorrência comercial aumentou assustadoramente, levando os profissionais a venderem no modo “custe o que custar”.

Estava criado o vendedor enganador, cheio de “papas na língua”, mas nada preocupado com a satisfação e as necessidades dos clientes, pensando somente em seus próprios resultados.

Observe há quanto tempo esse tipo de vendedor surgiu. Não é de se admirar que muitas pessoas achem vendedores insuportáveis.

Com isso, muitos empreendedores com produtos excelentes passaram a ter grandes dificuldades para vendê-los. O estigma do “vendedor chato” nos persegue até hoje e, em alguns casos, o termo “marqueteiro” é visto de forma negativa.

Por isso, na atualidade, esse tipo de prática antiquada caiu por terra. Um charlatão pode até conseguir algumas vendas através de uma conversa mentirosa, mas não se mantém firme no mercado altamente competitivo.

Podemos dizer que o estudo do Marketing se divide em 4 eras:

  • 1ª Era: Marketing orientado ao Produto (Revolução Industrial até Segunda Guerra)
  • 2ª Era: Marketing orientado à Venda (Pós-guerra, após 1945)
  • 3ª Era: Marketing orientado ao Relacionamento (Pós-1980)
  • 4ª Era: Marketing orientado à Responsabilidade Social (Século XXI)

Quem foram os precursores do Marketing?

Os primeiros estudos de marketing datam da década de 1940, com o trabalho de pesquisadores de mercado e professores renomados como Walter Scott e Robert Bartels.

O conceito surgiu da ideia de como aplicar psicologia na propaganda e quais os benefícios dessa aplicação para a vendas.

Wiliam Reilly desenvolveu estudos sobre as leis da gravitação do varejo, mostrando que o que definia as leis do mercado eram os desejos e necessidades dos consumidores e não os benefícios dos produtos.

Como foi o Marketing na Década de 1950

Peter Drucker, considerado por muitos o pai da administração moderna e renomado consultor empresarial, lança a sua obra “A Prática da Administração”, colocando o conhecimento e as práticas de marketing como fundamentais para qualquer empresário ou executivo conquistar seu “lugar ao sol”.

Como foi o Marketing na Década de 1960

É dado início a uma nova era do marketing. Agora o foco é no cliente, na satisfação de seus interesses e necessidades. O professor de Harvard, Theodore Levitt, mostrou a necessidade de se focar nos desejos mercadológicos e atendê-los com estratégia e não mais com leviandade.

No final da década, o estudioso Philip Kotler, atualmente conhecido como um dos mais importantes nomes do marketing mundial, lança a sua obra “Administração de marketing”, um manual, uma base obrigatória para fazer o marketing focado em atração de pessoas e não em empurrar produtos indesejados.

Como foi o Marketing na Década de 1970

Aqui o marketing começa a ser empregado fortemente e fazer a diferença em todas as organizações de médio e grande porte.

A televisão passa a ser um dos grandes meios de comunicação e propaganda em larga escala para todos os públicos.

Muito além das indústrias, várias instituições como escolas, shoppings, franquias, organizações, entidades, igrejas e partidos políticos começam a usar e disseminar suas estratégias de marketing para atrair cada vez mais pessoas.

Como foi o Marketing na Década de 1980

A grande era do “cliente sempre tem razão”, voltada totalmente ao famoso “foco no cliente”.

Pequenas empresas e autônomos passaram a adotar estratégias de marketing em seus negócios, mesmo sem profundo conhecimento em marketing, usando estratégia práticas para se manter no mercado e fidelizar clientes.

As grandes empresas passaram a ter departamentos e subdepartamentos de marketing, investir cada vez mais em pesquisa de mercado e pesquisa de satisfação.

Os livros de marketing começaram a ser amplamente vendidos e disseminados, tornando o assunto muito mais popular. Começam a surgir inúmeras empresa de Marketing Multinível, principalmente nos EUA.

Como foi o Marketing na Década de 1990

Década em que a internet chegou mais fortemente ao Brasil, ainda que restrita a uma minoria. O avanço tecnológico e a chegada do Plano Real no Brasil facilitaram o turismo (principalmente a venda de viagens ao exterior) e mudaram completamente os hábitos dos consumidores com novas formas de pagamento parcelado, sem juros.

O serviço de atendimento ao consumidor cresceu, assim como as exigências dos consumidores, agora com mais acesso à informação e maior poder de compra.

A sociedade começou a se tornar mais crítica, exigindo das empresas mais participação social, o que passou a contribuir para a boa ou má visibilidade e reputação das marcas.

Como foi o Marketing na Década de 2000

O famoso “Bug do Milênio” assombrou as organizações que tinham se modernizado nos anos anteriores com a chegada da internet.

Após a virada, foi possível acompanhar um crescimento massivo dos meios de comunicação como nunca ocorrido.

O mundo ficou muito mais conectado, com celular e internet muito mais acessíveis aos consumidores. O mercado digital começou a surgir. Um novo marketing começa a ser estruturado – o Marketing Digital.

Nesse contexto, quem deseja se manter forte no mercado precisa fazer mais esforço para conseguir espaço nas mídias online.

O Marketing Social fica ainda mais forte e surge o Marketing de Permissão, preconizado por Seth Godin, em seu livro “Permission Marketing”, lançado em 1999.

Assim as empresas começam também a apostar nas indicações e referências positivas de suas marcas para fidelizar e conquistar mais clientes.

Como é o Marketing nesta Década de 2010

O marketing da atualidade se adaptou a um novo tipo de consumidor: bem informado, imediatista e com acesso à compra na palma da mão, com a popularização dos smartphones e smartTV para as grandes massas.

O que se prega é promover a melhor experiência para o usuário, desde o momento que ele busca um produto ou serviço online ou off-line, até o momento da compra.

Nesse processo, existe o relacionamento com o cliente, fornecendo informações, dicas, conteúdos, tirando dúvidas e gerando pequenas satisfações para que a compra se torne a decisão natural.

Quanto mais se conhece o público, maiores a chance de se relacionar e comunicar eficientemente e ter uma estratégia de marketing que prevê o que o cliente pensa, sente e deseja.

Princípios elementares de boas campanhas de Marketing

“Ok Paulo, até aqui eu entendi. Mas como deve ser feito o meu Marketing, afinal de contas?”

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Eu precisava contextualizar o marketing antes de chegar nesse ponto. Mas agora podemos nos aprofundar na prática.

As boas campanhas de marketing, aquelas que conquistam no coração dos consumidores, devem seguir alguns princípios chave.

Sem esses princípios, o que você estará fazendo é o marketing de esperança: ou seja, divulgação sem fundamento na esperança de dar algum resultado.

Então, para não incorrer nesse erro, vamos falar agora sobre os princípios que as suas campanhas devem seguir.

Continue com atenção, que agora vem o filé mignon desse conteúdo!

Princípio da Geração de Valor

Efetuar a venda de um produto ou serviço se torna um caminho árduo para uma estratégia de marketing se não combinar posicionamento, autoridade e valor para os possíveis clientes.

Se apresentar como “mais do mesmo” ou trazer mais dificuldades do que soluções para a vida do cliente vai fazer a sua marca ir direto para o abismo.

Quando falamos em vendas para pessoas antenadas, desconfiadas e em busca do melhor negócio para elas, estamos falando de custo de alinhamento.

O custo de alinhamento pode ser representado por tudo que o consumidor gasta para adquirir o produto ou serviço.

Vai muito além do gasto financeiro.

Tem a ver com o gasto de tempo, de energia, de aprendizado e de paciência. Quando o cliente percebe que vai ter metade do custo de alinhamento adquirindo um produto 10% mais caro que outro, ele certamente avalia os benefícios e paga mais caro.

Uma campanha de marketing de sucesso visa o mínimo custo de alinhamento, à medida que conhece à fundo o mercado e o público a ponto de alinhar o discurso de venda ao que o cliente quer ouvir, ver e sentir, além de entregar o que o cliente espera receber.

As marcas que utilizam o marketing certeiro já perceberam que o público decide emocionalmente pela compra e justifica racionalmente. Por isso, o discurso emocional convence para a tomada de decisão e a entrega excepcional convence o lado racional.

Os clientes sabem reconhecer uma marca cativante, pois é aquela que toca o coração ou resolve um problema de forma diferente, ou mais ágil, ou mais fácil.

Gerar valor para os clientes é um dos objetivos do marketing. Produtos com baixo valor agregado se tornam commodities e acabam caindo na amarga guerra de preços para vender mais.

Se o produto tem alto valor percebido pelos consumidores, não haverá necessidade de brigar por preço.

Por exemplo, uma Ferrari tem alto valor agregado percebido pelos clientes, por isso, não se vê promoção de Ferrari pelo mercado. Existe um público certo para cada produto.

Quem deseja gerar o máximo valor para sua marca deve buscar conhecer seu público ao máximo, gerando o mínimo custo de alinhamento e a máxima satisfação, desde o relacionamento, passando pelo atendimento, qualidade do produto, modelo de entrega, agilidade, pós-venda e superação de expectativas.

Princípio de Segmentação

Segmentar é escolher uma parte do grande mercado para focar.

É fundamental para ter direcionamento da estratégia de marketing e sucesso nas conversões em vendas.

Quanto mais segmentado é o público para o qual se deseja vender, mais fácil fica saber suas preferências, interesses, problemas e dúvidas, permitindo que se crie uma campanha de atração e relacionamento online mais impactante.

Fica mais fácil, inclusive, conhecer os locais que frequentam, as pessoas e assuntos que os influenciam, além de suas atividades e hobbies. Assim, é possível, por exemplo, desenvolver uma campanha de marketing off-line certeira.

Dentro de uma mesma área de atuação podem existir diversos tipos de segmentações possíveis, que consistem em grupos de pessoas com características semelhantes. Para cada uma delas, é possível desenvolver uma campanha de marketing mais adequada.

Alguns exemplos de segmentações possíveis:

  • Segmentação comportamental: se baseia no comportamento do público com relação à marca (como usa, com qual finalidade, como fala sobre a marca, etc.). Por exemplo, no mercado de calçados, alguns usam pela beleza do calçado, outros pelo conforto, outros pelo status e outros pela obrigação (como é o caso de uso de sapatos fechados em ambientes industriais e hospitalares).
  • Segmentação de mercado: levantamento de perfil de consumo de um grupo de pessoas, com interesses e dificuldades semelhantes. Por exemplo, no mercado de relógios de marca existem pessoas esportivas, clássicas e casuais. Cada um desses públicos age de um jeito diferente, o que gera a necessidade de estratégias de marketing diferenciadas.
  • Segmentação demográfica: considera os perfis socioeconômicos dos consumidores (idade, sexo, renda, ocupação, etc.). Por exemplo, no mercado de seguros para automóveis, existem os homens e as mulheres, os idosos e os jovens, os solteiros e casados. Cada um desses públicos age de um jeito diferente, o que gera a necessidade de estratégias de marketing distintas.
  • Segmentação geográfica: divide os consumidores por áreas físicas (bairros, municípios, estados, países, etc.). Por exemplo, para o mercado de roupas de couro para frio é fundamental saber se o local tem as condições climáticas apropriadas para a venda de tal produto.
  • Segmentação psicográfica: tem sido cada vez mais usada, pois avalia preferências, gostos, estilo de vida, hobbies e opiniões. Muito usada, por exemplo, em propagandas políticas e no mercado de turismo.

Definir os consumidores de forma clara e detalhada é o primeiro passo para uma estratégia de marketing de sucesso, que alinha o produto com quem precisa dele.

Princípio do Mercado

O mercado é formado essencialmente por: consumidores, que são as pessoas que adquirem bens e serviços; e fornecedores, que são as empresas ou empreendedores que ofertam bens e serviços.

As relações do mercado se constituem pelas interações comerciais entre eles. Ou seja, o mercado contempla uma função essencial que abrange grande parte da sociedade.

Nesse contexto, percebe-se que há uma constante transformação dos mercados, que se desenvolvem conforme a cultura, o avanço tecnológico e os interesses da sociedade, que está sempre buscando a redução de custos e o aumento de vantagens.

Os mercados, portanto, possuem um ciclo de vida dividido em 4 fases:

  • 1ª Fase – Lançamento: aqui o ponto forte é a inovação. A diferenciação faz com que uma empresa agarre ou crie um mercado específico para ela. Porém, como o custo para adquirir novos consumidores costuma ser até seis vezes maior que o de manter, é mais fácil vender novamente para quem já comprou antes.

Nesse sentido, na fase de lançamento, é normal existir um período de alto investimento em marketing e pouco retorno, para trazer os adoradores de novidades (early adopters), que correspondem a uma fatia de mercado bem pequena mas crucial, pois são os consumidores que apostam no lançamento. É fundamental aproximar o relacionamento para coletar o máximo de impressões possível.

  • 2ª Fase – Crescimento: uma empresa realmente focada nos clientes saberá coletar e analisar o feedback dos primeiros usuários, para começar a receber a grande massa, influenciada pelos primeiros usuários.

Essa fase também exige que a marca seja ágil, para se manter à frente da concorrência por mais tempo.

  • 3ª Fase – Maturidade: momento de consolidação da marca no mercado, tornando-a forte na mente dos clientes. É a fase de alcance do topo de resultados, porém, de forma estável e não mais crescente.

Aqui é muito importante focar na fidelização, nas parcerias com concorrentes ou empresas que podem utilizar a mesma segmentação para produtos diferentes, na redução de desperdícios e no aumento de produtividade (empresa enxuta) para não ter perdas de receitas.

  • 4ª Fase – Declínio: fase de transformação do mercado, de forma que a quantidade de concorrentes se tornou tão grande a ponto de gerar uma fatia muito reduzida de mercado para cada um. O caminho para retomada é apostar em inovação, para aumentar a parcela de mercado novamente, encadeando um ciclo de vida de um mercado em finalização com um novo ciclo de mercado ascendente.

A inovação ajuda a manter a marca sempre na mente dos consumidores.

Outro fator fundamental para se manter forte durante os movimentos mercadológicos é apostar em superar as expectativas dos clientes. E isso só é possível quando se conhece a fundo e se deseja entregar um serviço com a máxima qualidade de atendimento.

Um cliente apaixonado pela marca se torna um divulgador forte e gratuito, realizando marketing de qualidade para a empresa, sem que ela tenha que investir. Esse cliente se mantém fidelizado e dificilmente vai ceder à tentação de ir para outra empresa, mesmo por preço mais baixo.

Princípio do ciclo de vida de um produto

Assim como um mercado, um produto tem crescimento, auge e queda, podendo desaparecer por completo, conforme transformações mercadológicas.

Um exemplo disso são as máquinas datilográficas, as fitas VHS, os walkmans, e, muito em breve acompanharemos a extinção do CD, do DVD e até do pendrive, pois já são bem pouco utilizados.

O produto, portanto, também tem seu ciclo de vida dividido em 4 fases, se diferenciando do ciclo de vida do mercado na primeira fase, que é chamada de Introdução, mas bem parecida com a fase de lançamento do mercado.

Introduzir um novo produto no mercado demanda estudo prévio sobre as demandas do que ele apresenta, os concorrentes, e a diferenciação que será oferecida – quais benefícios o novo produto tem que os existentes no mercado ainda não possuem.

Conforme as fases vão passando e os resultados sendo acompanhados, é possível detectar momentos de aumento ou redução do mercado consumidor, o que pode gerar modificações na estratégia de marketing ou no produto.

Pesquisas de mercado constantes e avaliação de feedbacks de clientes também podem ajudar a reavaliar o produto e fazer uma revolução antes da fase de declínio. O segredo é sempre buscar novas soluções, e gerar mais valor agregado para emendar um novo ciclo de vida do produto renovado ou de um produto totalmente novo.

Os 4 Ps do Marketing: conceitos que você precisa saber

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Além desses princípios que acabamos de estudar, o marketing contemporâneo apresenta um conceito que você deve conhecer.

Também conhecidos como Composto de Marketing ou Marketing-Mix, os 4 Ps foram criados pelo professor e autor Jerome McCarthy em sua obra de 1960, o “Marketing Básico”.

Esses preceitos, posteriormente, foram amplamente difundidos pelo guru do marketing Philip Kotler.

Eles consistem na base fundamental para uma estratégia de marketing de sucesso, que reside no equilíbrio entre os 4 Ps, pois de nada adianta ter um produto maravilhoso sendo ofertado na praça errada.

[1º P]:  Produto (Product)

A estratégia de marketing nesse primeiro “P” deve focar nos benefícios que o produto (ou serviço) proporciona para os consumidores.

Ou seja: qual problema o produto resolve? Qual desejo realiza? Quais as principais características e o que possui de inovador e diferencial em relação aos concorrentes?

O nome e a forma de apresentação do produto faz toda a diferença.

Por exemplo, a Coca-cola era inicialmente um xarope que deu errado e se tornou uma bebida refrigerante. Mas a marca nunca posicionou seu produto dessa forma, tanto que o slogan da Coca-cola é “matando a sede do mundo” e seu maior concorrente hoje é a água.

Outro produto interessante de se avaliar como exemplo são as saladas oferecidas no cardápio do fast food McDonald’s. A empresa rapidamente percebeu que nem todas as pessoas que visitavam o local acompanhando familiares e amigos eram adeptos dos sanduíches e batatas fritas altamente calóricos.  As saladas vieram em um bom momento para tapar essa lacuna.

Lançado o produto, seu ciclo de vida deve ser cuidadosamente acompanhado pela equipe de marketing e os ajustes feitos constantemente para evitar o declínio abrupto. Com esse “dever de casa” bem realizado, dificilmente haverá declínio não previsto do produto.

[2º P]: Preço (Price)

O que todo cliente deseja é ter cada vez mais, pagando cada vez menos. As empresas que conseguem mesclar um produto de alto valor agregado com preço acessível conseguem abocanhar fatias muito maiores do mercado.

Esse “P” é fundamental para manter a saúde da marca, pois sem lucro nenhum negócio se mantém, por melhor que seja.

A definição do preço deve considerar os seguintes parâmetros:

  • o valor de mercado (quanto os concorrentes cobram por produto similar;
  • o valor que o cliente percebe e está disposto a pagar (valor percebido);
  • a localização geográfica (públicos de locais diferentes podem ter diferentes percepções de “caro” e “barato”);
  • o tipo de segmentação (se é a mais correta para o produto);
  • a forma de pagamento;
  • a forma de entrega / logística;
  • custos para produção.

Lembrando que além do preço, o cliente avalia o custo de alinhamento e os sentimentos provocados com a compra, a relevância e a qualidade, que geram diferentes noções de valor agregado de pessoa para pessoa.

[3º P]: Praça (Place)

A praça é o local onde o cliente pode encontrar o produto ou serviço. Quanto mais fácil encontrar e perceber os benefícios, maior a chance de sucesso.

A praça representa os canais de relacionamento com o cliente e de distribuição, que podem ser físicos (lojas, por exemplo) ou virtuais (e-commerces).

É importante avaliar se esses canais estão de acordo com o público almejado.

Por exemplo, um produto para a terceira idade sendo encontrado somente através da internet não estaria na melhor praça para o público em questão.

No caso de estabelecimentos físicos, deve ser avaliado o ponto: seria esse um local frequentado pelos potenciais clientes?

[4º P]: Promoção (Promotion)

Trata-se de promover a marca para o público certo. Por isso é fundamental a definição mais precisa possível da segmentação.

Esse “P” visa avaliar as melhores formas de divulgação do produto, envolvendo segmentação, canal e copywriting, para mostrar que a sua solução é a melhor para as necessidades do consumidor, agora.

Esse conceito também define a verba a ser investida na promoção da marca, produto ou serviço, bem como as metas desejadas com as campanhas.

Focando no olhar do cliente, os 4 Ps podem ser descritos por alguns autores como Método SIVA (Solução – Informação – Valor – Acesso), que consiste na forma como o processo dos 4 Ps é percebido e vivenciado pelos clientes.

Os diferentes tipos de Marketing

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Os fundamentos apresentados até aqui não são capazes de abranger tudo a respeito de como se fazer um bom marketing.

Leve em consideração que, com o passar do tempo e o consequente avanço das dinâmicas de consumo, surgem novas maneiras de se atuar no contexto do mercado vigente.

Muitas maneiras de se fazer marketing que foram utilizadas há tempos continuam válidas e dando excelentes e resultados. E novas formas também foram criadas.

Agora, vamos falar um mais pouco sobre os tipos de marketing que estão sendo aplicados no mundo atual.

Continue firme na leitura, você não vai se arrepender nem um pouco. Na verdade, só tem a ganhar, pois este conteúdo é gratuito (apesar de profundo).

Outbound marketing

Também chamado de Marketing Tradicional, consiste na prospecção fria, direta e ativa de potenciais clientes.

É comum ser feita através de pesquisa inicial de consumidores alvos e utilização de ferramentas de divulgação convencionais da propaganda, tais como panfletos, outdoor, anúncios em jornais e revistas, telefonemas, televisão, além da própria internet.

Essa abordagem pode ser realizada para consumidores que não conhecem a marca, o produto ou serviço e, por isso, pode ser vista de forma negativa e invasiva por alguns consumidores.

Entretanto, ainda representa boa parte da forma de aquisição de novos clientes pelas empresas.

É especialmente útil quando a empresa é iniciante nos demais formatos de marketing, para validá-los verificando o alinhamento da abordagem com as necessidades do cliente.

Outro momento interessante para usar esse tipo de marketing é para vendas mais complexas, de alto valor agregado, geralmente de empresa para empresa.

Para essas vendas, uma visita técnica e várias reuniões costumam ser necessárias. Por isso, a abordagem inicial pode agendar a primeira visita.

O mesmo pode ocorrer para produtos com personalizações ou muitas variações. A escolha se torna mais demorada e essa abordagem fria inicial pode trazer novos clientes.

Marketing Direto

Semelhante ao Outbound Marketing, se diferencia pela abordagem direta online ou off-line de antigos clientes ou consumidores que demonstraram interesse na marca em algum momento, e não a um público frio ou desconhecedor como no caso do Outbound Marketing.  

Normalmente, as ações de marketing direto possuem uma chamada para ação (CTA – Call To Action), convidando o consumidor a uma experimentação ou diretamente à compra do produto ou serviço.

Os canais de comunicação utilizados podem ser diversos, conforme objetivo da estratégia de marketing e alinhamento com o público-alvo, como por exemplo: redes sociais, telefone, mídia impressa, e-mail, mensagens de celular, entre outros.

Marketing Indireto

Também conhecido como marketing invisível, é uma forma mais sutil de anunciar um produto ou serviço para o grande público.

Pode ser feito aproveitando filmes, séries, novelas, games, revistas, eventos, clipes musicais, entre outras mídias, como “pano de fundo”.

Em vez de fazer um anúncio ou comercial comum, o produto ou a marca aparecem no contexto da mídia ou em alguma citação.

Por exemplo, pode ser uma bebida que está sendo consumida pelos personagens de uma novela, ou o perfume sendo usado pela moça no filme, ou ainda o carro que o cantor do clipe está dirigindo.

Essa forma de marketing é menos invasiva, sem gatilhos mentais ou convites para compra, sem divulgação de telefone ou site.

Muitas vezes, é uma divulgação tão singela que o público só perceberá se estiver atento.

É uma mensagem subliminar para deixar a marca presente na mente dos consumidores e promover a lembrança no momento que as pessoas virem a marca novamente, seja em uma loja, seja na rua ou em propaganda convencional.

Quando a marca for vista pela pessoa, a associação com o filme, seriado, evento, game ou clipe será inevitável, aumentando o desejo pela marca.

É um marketing de aproximação e geração de resultados a médio e longo prazo.

Para ser usado com certeza de resultado, é fundamental o conhecimento profundo do público (interesses em música, programas de televisão, canais do Youtube, games, jogos esportivos, eventos, etc.) para saber onde anunciar no contexto mais eficaz.

Marketing Social

Esse é usado pelas empresas ou organizações para atrelar a marca a uma causa ou ideia que seja benéfica à população em geral.

Normalmente está ligado a problemas sociais, como saúde, educação, alimentação, habitação, emprego, renda, sustentabilidade, entre outros.

Assim como os demais tipos de marketing, é imprescindível o conhecimento dos valores e interesses do público alvo, de forma a entender quais causas sociais chamam atenção desse público e que vão gerar mais consumo da marca por associação à causa.

As empresas que conseguem criar boas inovações sociais, atraindo engajamento do grande público, conseguem resultados expressivos de bom impacto social, além de novos clientes e maior fidelização dos antigos.

E para isso, é necessário investimento, planejamento e estratégia objetiva que associe o público com o contexto social que se deseja trabalhar, chamando atenção para a necessidade de mudança e atitude e contribuição para uma sociedade melhor.

Como exemplos de campanhas de marketing social bem sucedidas, podemos citar:

O “Mc Dia Feliz”, do McDonald’s, em favor do tratamento de crianças com câncer.

O “Criança Esperança”, da Rede Globo, em favor de crianças carentes.

O “Teleton”, do SBT, em favor do tratamento de crianças com deficiência física e/ou mental.

O “Adotar é Tudo de Bom”, da Pedigree (rações), em favor da adoção de animais abandonados.

A “Vivo Transforma”, da operadora de telefonia móvel Vivo, em favor da não contaminação do meio ambiente com baterias e telefones sem uso, que podem ser descartados para reciclagem através do “Programa Vivo Recicla”.

Inbound marketing

É também conhecido como Marketing de Atração, ou Novo Modelo de Marketing.

Consiste em utilizar várias formas e estratégias para atrair um fluxo de consumidores interessados em um determinado assunto para a criação de um relacionamento e, posterior oferta de produtos e serviços.

Apresenta um caminho mais longo até a venda, porém, torna a decisão de compra mais clara e certa para o consumidor, ainda que não imediatamente, pois cria fãs da marca e não somente clientes.

O inbound marketing é amplamente utilizado no meio digital, e muito eficaz para marcas iniciantes, já que pode existir dúvida com relação aos benefícios do produto, como também com a entrega e com a qualidade.

Essas questões podem ser resolvidas durante o relacionamento com o cliente por meio de conteúdos relevantes, fóruns de debates e dúvidas, aulas gratuitas ou chats online.

Essa metodologia não invalida as outras formas de marketing, mas constitui uma das mais importantes na atualidade.

Marketing de conteúdo

Como o próprio nome sugere, consiste na elaboração, publicação e divulgação de conteúdos relevantes para o público-alvo, que tenham tudo a ver com a marca ou com o produto ou serviço prestado pela empresa.

Tais conteúdos devem ser decididos dentro de uma estratégia que leve os consumidores à compra de forma mais natural, fácil e confortável, pois somente o conteúdo distribuído gratuitamente já é capaz de ajudar, em muito, o consumidor.

Nesse tipo de marketing, o foco máximo são as necessidades, as dores, os problemas e os desejos dos consumidores. Tais elementos podem ser explorados com dicas, informação, manuais, entre outros conteúdos, até chegar ao produto, que seria a solução definitiva.

O marketing de contéudo é perfeito para criar uma alta percepção de valor na mente dos consumidores sobre aquilo que se vai ofertar e gerar vendas, de fato.

Para serem facilmente localizados pelos consumidores, os conteúdos devem conter as palavras chaves mais usadas pelo público alvo no mecanismos de busca online.

Deve também possuir inovação e diferenciação dos demais conteúdos, com a real intenção de ajudar e não apenas de vender ou divulgar a marca.

É necessário ter a mesma qualidade de algo que seria vendido. Afinal, os consumidores adoram sentir que as empresas se preocupam com eles e não somente em ter o dinheiro deles.

O conteúdo pode ser divulgado de diversas formas, em diversos canais de comunicação, como por exemplo:

  • Vídeos em canais do Youtube;
  • Artigos em blogs e sites;
  • E-books, manuais, passo-a-passo;
  • Infográficos;
  • E-mails;
  • Aulas gratuitas.

Dois fatores possuem relevância extrema para um marketing de conteúdo de sucesso:

Relevância: de nada adianta um maravilhoso conteúdo, se não for do interesse do público alvo. Todo conteúdo deve atender, sempre, uma necessidade específica.

Portanto, mais uma vez, é importante frisar a necessidade do profundo conhecimento do público e segmentação para escolha do conteúdo e forma de divulgação mais adequados.

É necessário conhecer também as palavras mais usadas e o que o público gostaria de conhecer para resolver um problema ou conquistar um objetivo.

Consistência: quando os conteúdos começam a ser publicados e passam a gerar audiência, é fundamental continuar alimentando o público com mais informação de qualidade, para manter a marca sempre presente e o relacionamento aquecido.

No momento da oferta, a confiança das pessoas na marca tem que ser total. E isso só é possível com consistência de entrega de conteúdo.

Neuromarketing

Esse é o marketing que lê a mente das pessoas. Mas calma, não é um super poder.

O neuromarketing visa entender o que se passa na mente do consumidor no momento de tomada de decisão para adquirir um produto ou serviço.

Para esse entendimento, envolve-se vários campos de estudo, como psicologia, comportamento humano, cultura, neurociência, fisiologia, filosofia, etc.

O objetivo é descobrir as emoções que permeiam as decisões humanas inconscientes e como as estratégias de marketing podem ser desenvolvidas para atrair ainda mais o desejo dos consumidores.

O uso de gatilhos mentais funciona dentro do conceito de neuromarketing, justamente por mexer com as emoções das pessoas e ajudá-las a decidir mais rapidamente pela compra.

É possível entender como uma campanha de marketing afeta emocionalmente as pessoas, tornando-as mais afetuosas com relação à marca e muito mais propensas a divulgá-la positivamente, adquirir produtos e serviços e se tornarem clientes fiéis.

Para utilizar o neuromarketing corretamente é preciso entender o que dispara emoções positivas na mente do segmento de público escolhido. Quais cores, formas, cheiros, experiências, palavras, frases e imagens despertam mais o público.

A atração é puramente emocional, assim como o desejo e a tomada de decisão de compra.

A razão entra posteriormente, para justificar a compra (lembrando dos benefícios e qualidade do produto adquirido). Mas tudo começa na emoção, o que leva uma pessoa a ser fiel a uma marca e não a outra.

O Marketing vai além de tudo isso…

marketing

Se você chegou até, significa que é uma pessoa realmente interessada em utilizar o marketing para alavancar o seu negócio, conquistando mais clientes e realizando muito mais vendas.

Este foi um conteúdo denso. Aqui me esforcei para te passar um panorama geral sobre o universo do marketing, para que você entenda sua história e seus conceitos mais fundamentais.

Costumo dizer com frequência: para que passear pelos galhos quando se pode dominar pelas raízes?

Mas saiba que esse conteúdo todo não é suficiente para “formar” uma pessoa em marketing.

Marketing vai muito além, e está sempre se transformando, se adaptando ao mundo contemporâneo.

Sempre haverá novas técnicas, novas adaptações que variam de acordo com diferentes públicos, mercados e produtos.

Por isso é altamente recomendável que você siga uma boa fonte de informação sobre marketing.

Aqui no meu blog, eu me dedico especialmente a esse assunto. E pode funcionar para você como uma curadoria que sempre vai te entregar conteúdo altamente relevante para você ficar por dentro do que há de melhor no mundo do marketing.

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